domingo, 3 de março de 2013

Os cristãos e as pirâmides de lucro fácil



Ontem, recebi e-mail de um leitor preocupado com um assunto que tem incomodado. Eu mesmo já recebi alguns e-mails inconvenientes que prometem ganho fácil. Por isso, resolvi publicar este texto, com informações do leitor e algumas “garimpagens” minhas.
Ultimamente, tem-se visto em várias igrejas pessoas que convidam outras a aderir a esquemas de alta e rápida lucratividade, do tipo Mister Colibri eTelexfree (leia também isto), planos que têm o potencial de virar verdadeiras “febres” por algum tempo. Apesar de a propaganda denominá-los de empresas de “marketing multinível” e de envolverem pequenas atividades que disfarçam sua real natureza, negócios como esses configuram verdadeiros esquemas ponzi ou pirâmides financeiras.
Em pirâmides financeiras, o investimento de adesão dos novos associados, geralmente alto, gera renda para seus recrutadores, bem como para os que estão acima na pirâmide, até certo nível. E, o principal, para também obter lucro, o associado precisa, ele também, recrutar outras pessoas. Nesses esquemas, os associados precisam periodicamente fazer novos investimentos.
A Economia e a História já provaram que pirâmides financeiras tendem a saturar, colapsar e, por fim, quebrar, provocando graves prejuízos aos participantes, especialmente aos que entraram por último e estão na base da pirâmide.
A legislação brasileira considera ilegais atividades desse gênero. Conforme preceitua a Lei 1521/51, que dispõe os crimes contra a economia popular: “Art. 2º. São crimes desta natureza: IX – obter ou tentar obter ganhos ilícitos em detrimento do povo ou de número indeterminado de pessoas mediante especulações ou processos fraudulentos (‘bola de neve’, ‘cadeias’, ‘pichardismo’ e quaisquer outros equivalentes).”
Cristãos deveriam se preocupar com essa prática notadamente exploratória e gananciosa, impedindo que ela seja disseminada nos templos, inclusive sob a alegação de ser “uma bênção de Deus para os participantes”.
É preocupante também a forma como os participantes buscam recrutar novos membros para seu esquema, com muito mais interesse e afinco do que tentam atrair ovelhas para o caminho de Deus. De igual modo, também causa incômodo ver o quanto as pessoas estão agindo inconsequentemente em busca de dinheiro, aplicando recursos (muitos até fazendo empréstimos) em negócios obscuros e ilícitos, mas que proporcionam alto lucro em pouquíssimo tempo.
Evidentemente que para que as “pirâmides” possam ser caracterizadas como crimes contra a economia popular, toda a questão girará em torno da existência ou não de dolo por parte daqueles que promovem essas atividades, isto é, se existe ou não vontade consciente de ludibriar, fraudar e/ou ganhar dinheiro fácil às custas da coletividade (algo que dificilmente se pode saber, de início). Como geralmente esses tipos de “correntes” ou “pirâmides” funcionam à margem da lei, tornam-se  instrumento fácil de sonegação de impostos e demais práticas irregulares, dentre as quais o próprio financiamento do tráfico de drogas, já que são atividades que por sua própria natureza informal não sofrem a fiscalização do poder público. Justamente a falta de fiscalização é que torna essas atividades extremamente perigosas.
A propósito, segue abaixo ementa de uma decisão do Tribunal de Justiça de SP, que analisando um caso concreto, concluiu pela ilegalidade da situação:
“Ementa: …conhecida por corrente ou pirâmide fraudulenta (obrigar o contratante a arregimentar novos subscritores para receber bonificações compensatórias do valor pago para ingresso na cadeia que favorece exclusivamente quem vende a ilusão do lucro fácil) – Prática condenada (art. 2º, IX, da Lei 1521/51) e [...] Ementa: Negócio realizado com a falsa aparência de marketing multinível e que encerra verdadeira ilicitude conhecida por corrente ou pirâmide fraudulenta (obrigar o contratante a arregimentar novos subscritores para receber bonificações compensatórias do valor pago para ingresso na cadeia que favorece exclusivamente quem vende a ilusão do lucro fácil) – Prática condenada (art. 2º, IX, da Lei 1521/51) e que não sobrevive com a cumplicidade da internet, por falta de boa-fé objetiva quanto ao dever post factum finitum – Provimento, em parte, rescindindo o contrato (art. 166, II, do CC), obrigando a devolução da quantia paga atualizada, excluído o dano moral (9088484-23.2009.8.26.0000. Apelação / Perdas e Danos. Data do julgamento: 07/10/2010; TJSP).”
Além do crime contra a economia popular, esse tipo de “esquema” pode também, dependendo do caso, configurar estelionato, tipificado no art. 171 do CP:
“Art. 171 – Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento: Pena – reclusão, de um a cinco anos, e multa, de quinhentos mil réis a dez contos de réis.”
E é bom lembrar que sonegação de impostos também é crime.
Um dos e-mails que recebi me convidando para uma dessas “correntes” chegou ao extremo de citar o Salmo 112:3: “Prosperidade e riquezas haverá na sua casa, e a sua justiça permanece para sempre.” Sim, prosperidade e riquezas (que nem sempre têm que ver apenas com dinheiro) haverá na casa do justo (se Deus assim o quiser). Mas e o que dizer dajustiça, também mencionada no verso? Será que esquemas obscuros de lucro fácil passam no crivo da justiça?
À luz da Bíblia e do Espírito de Profecia, não há dúvidas de que tudo que represente aparência do mal deve ser evitado pelo cristão. Devemos, por precaução, ficar longe desse tipo de “investimento”. Dinheiro nunca é ganho de maneira fácil, senão com o “suor do rosto”. Toda e qualquer atividade que desvie o foco do cristão dos “tesouros do Céu” e o faça focalizar apenas o ganho fácil, torna-se perigosa e deve ser vista com cautela.
Fonte: http://www.criacionismo.com.br

Lição 10 da Escola Sabatina



Mordomia cristã e o ambiente



Sábado à tarde
Ano Bíblico: Dt 18–20

VERSO PARA MEMORIZAR:“Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a Terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela Terra” (Gn 1:28).

Leituras da semana: Sl 8Gn 2:15Ap 4:11Êx 20:8-111Co 3:16

O mundo em que vivemos é um presente de amor do Deus Criador, “[d]Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap 14:7). Dentro dessa criação Ele colocou os seres humanos, ligados intencionalmente em relacionamento com Ele, com outras pessoas e com o mundo ao redor. Portanto, como adventistas do sétimo dia, consideramos que a preservação e cuidado do meio ambiente estão intimamente relacionados com nosso serviço para Ele.
“Visto que a pobreza humana e a degradação ambiental estão inter-relacionadas, comprometemo-nos a melhorar a qualidade de vida de todas as pessoas. Nosso objetivo é o desenvolvimento sustentável dos recursos, enquanto atendemos às necessidades humanas. [...]
“Nesse compromisso, confirmamos nossa condição de mordomos da criação de Deus e cremos que a total restauração será alcançada somente quando Deus fizer novas todas as coisas” (Extraído de “Cuidando da Criação, uma Declaração da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia sobre o Meio Ambiente”, votada em 12 de outubro de 1992).

Domingo
Ano Bíblico: Dt 21–23

Domínio outorgado no princípio


De acordo com Gênesis 1:26, o domínio de Adão se estendeu a todos os outros seres criados, no mar, na terra e no ar. O domínio inclui a ideia de governar ou ter poder sobre essas criaturas. Nada é dito a respeito do domínio sobre as forças da natureza em si, mas apenas sobre as criaturas. E, de acordo com o texto, essa regra era universal: Adão devia ser, essencialmente, o governante da Terra.

1. Qual foi a resposta de Davi para a honra que Deus deu aos seres humanos? O que significam a “honra e glória” que nos foram dadas, especialmente no contexto dos seres humanos recebendo o domínio sobre a Terra? Sl 8

De acordo com Gênesis 2:19, uma das primeiras tarefas de Adão foi dar nome aos animais. Nomes tinham grande significado nos tempos bíblicos. O nome representava a própria pessoa e, muitas vezes, a situação da pessoa. A autoridade para dar nomes às aves e animais foi a confirmação da posição de Adão como governante sobre os animais.

2. Leia Gênesis 2:15. De que forma você vê o princípio da mordomia cristã revelado nesse texto?

Adão foi incumbido de cuidar do jardim, administrá-lo e atender às suas necessidades. A raiz hebraica, smr, traduzida ali como “guardar”, geralmente significa “zelar” ou “proteger”. O jardim foi um presente para Adão, uma expressão do amor de Deus. Adão também recebeu a responsabilidade sobre ele, outro exemplo do domínio que lhe foi conferido no momento da criação.

Como nossa compreensão de Deus como Criador, ou ainda mais especificamente, nossa compreensão da história da criação, deve influenciar nossa maneira de tratar o meio ambiente? Por que a compreensão dessas coisas deve nos proteger da indiferença grosseira ou, ao contrário, da devoção fanática para com o meio ambiente?

Segunda
Ano Bíblico: Dt 24, 25

Cuidando de outras criaturas


3. “Todos os animais da floresta são Meus, como são as cabeças de gado aos milhares nas colinas” (Sl 50: 10, NVI). Está o tema da mordomia da Terra implícito nesse texto?

4. Leia Apocalipse 4:11. Qual é a diferença radical entre esse texto e as noções comuns dos ateus acerca de uma criação sem um criador, que surgiu unicamente pelo acaso?

A criação dos animais não foi um acidente nem uma ideia posterior. Deus os criou propositalmente. Era Sua vontade que eles existissem, e esse princípio deve orientar nossa maneira de tratá-los (veja também Êx 23:512Pv 12:10Lc 14:5).
Na verdade, a crueldade para com os animais e a indiferença em relação ao seu sofrimento são amplamente reconhecidas como sintomas de transtornos de personalidade. Muitas organizações foram criadas para promover o bom tratamento dos animais, e com razão.
No entanto, ao mesmo tempo, algumas pessoas têm chegado a afirmar que os seres humanos não são intrinsecamente mais importantes do que os animais. Assim, os seres humanos não deveriam receber tratamento preferencial. Em muitos aspectos, isso é uma linha de pensamento que flui logicamente a partir de um modelo evolucionista das origens humanas. Afinal, se nós e os animais somos separados apenas pelo tempo e pelo acaso, por que deveríamos ser mais especiais do que eles? Um filósofo chegou a argumentar que uma galinha, ou mesmo um peixe, tem mais “personalidade” do que um feto no ventre ou até mesmo do que uma criança recém-nascida. Por mais ridículas que essas ideias possam parecer, elas podem ser derivadas, com uma quantidade razoável de lógica, de um modelo ateísta evolucionista das origens humanas.
Essas ideias não são apoiadas nas Escrituras. Os seres humanos têm uma posição especial no plano de Deus, em contraste com a dos animais (veja Gn 3:21Êx 29:38; Lv 11:3).

Imagine que você é um evolucionista ateu. Pense nas razões pelas quais acha que os animais devem ser tratados da mesma forma que os seres humanos. O que isso diz sobre a importância dos nossos pressupostos para determinar o resultado do nosso pensamento?

Terça
Ano Bíblico: Dt 26–28

O sábado e o meio ambiente


Como vimos, o conceito de mordomia, no contexto da nossa maneira de cuidar do planeta, está diretamente ligado à criação. Nossos pontos de vista sobre a criação influenciam nossas opiniões sobre a forma pela qual devemos nos relacionar com a criação.
Para alguns, a criação deve ser explorada, usada, e até mesmo saqueada, em qualquer grau necessário para cumprir nossos desejos e necessidades. Outros, ao contrário, quase adoram a criação (Rm 1:25). Então, é a visão bíblica que deve nos dar uma perspectiva equilibrada sobre a forma com que devemos nos relacionar com o mundo que o Senhor criou para nós.

5. Leia Êxodo 20:8-11. O que encontramos nesse mandamento que diz respeito à mordomia cristã?

“Deus separou o sábado como memorial e lembrança perpétua de Seu ato criador e do estabelecimento do mundo. Ao descansar nesse dia, os adventistas do sétimo dia reforçam o sentido especial de relacionamento com o Criador e Sua criação. A observância do sábado destaca a importância da nossa integração com o meio ambiente como um todo” (Extraído de “Cuidando da Criação, uma Declaração da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia sobre o Meio Ambiente”, votada em 12 de outubro de 1992).
Ao apontar o fato de que Deus nos criou e o mundo em que habitamos, o sábado é um lembrete constante de que não somos criaturas totalmente autônomas, que podem fazer tudo o que desejam aos outros e ao mundo. O sábado deve nos ensinar que somos, de fato, mordomos, e que a mordomia implica responsabilidades. E, como podemos ver no próprio mandamento, a responsabilidade se estende à nossa maneira de tratar os que estão “abaixo” de nós.

Como você trata as outras pessoas, especialmente as que estão sob seu comando? Você está tratando-as com respeito, justiça e graça? Ou está tirando vantagem do poder que você tem sobre elas? Se for o último caso, lembre-se: um dia você terá que responder por suas ações.

Quarta
Ano Bíblico: Dt 29–31

Mordomos da saúde


Como vimos ao longo deste trimestre, a criação original de Deus era “muito boa”. Tudo e todos saíram das mãos do Criador em estado de perfeição. Não havia doença, sofrimento nem morte. Ao contrário do modelo evolutivo, no qual a doença, o sofrimento e a morte são parte dos meios de criação, essas coisas surgiram somente depois da queda, após a entrada do pecado. Assim, é apenas no contexto da história da criação que podemos melhor compreender o ensino bíblico sobre saúde e cura.

6. Leia 1 Coríntios 6:19, 20. Qual é nossa responsabilidade diante de Deus a respeito do cuidado do nosso corpo?

É por meio do nosso cérebro que o Espírito Santo Se comunica conosco. Se quisermos ter comunhão com Deus, devemos cuidar do corpo e do cérebro. Se abusarmos do nosso corpo, destruiremos a nós mesmos, física e espiritualmente. De acordo com esse texto, a saúde e nossa maneira de cuidar do corpo, o “templo de Deus”, é uma questão moral, cheia de consequências eternas.
Cuidar da saúde é uma parte vital do nosso relacionamento com Deus. Obviamente, alguns aspectos da saúde estão além do nosso controle. Temos genes defeituosos, estamos expostos a produtos químicos ou outros agentes prejudiciais desconhecidos e estamos em risco de danos físicos que podem prejudicar nossa saúde. Deus sabe de tudo isso. Mas na medida de nossas possibilidades, devemos fazer o melhor para preservar nosso corpo feito à imagem de Deus.
“Ninguém que professe piedade considere com indiferença a saúde do corpo, nem se iluda com o pensamento de que a intemperança não é pecado e não afetará sua espiritualidade. Existe uma estreita afinidade entre a natureza física e a moral. O padrão de virtude é elevado ou rebaixado por meio dos hábitos físicos [...] Qualquer hábito que não promova o perfeito funcionamento saudável do organismo humano degrada as mais elevadas e nobres faculdades” (Ellen G. White, Conselhos Sobre Saúde, 67).

Quinta
Ano Bíblico: Dt 32–34

Princípios de mordomia cristã


7. “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, que não muda como sombras inconstantes” (Tg 1:17). Como esse texto ajuda a estabelecer a base para um conceito de mordomia fundamentado na Bíblia?

Muitas vezes tendemos a pensar em mordomia em termos de dinheiro. No entanto, como vimos nesta semana, a mordomia envolve muito mais do que isso. Porém, seja lidando com dinheiro, com preocupações ambientais ou com nossa saúde, existem certos princípios envolvidos na boa mordomia, princípios que têm seu fundamento último na criação descrita em Gênesis. No fim, visto que Deus é nosso Criador, e que tudo que temos é dádiva dEle, devemos ser bons mordomos de tudo o que foi confiado a nós.

8. Leia Mateus 25:14-30. Como essa parábola ilustra as recompensas da boa mordomia? Qual é a mensagem da parábola sobre os princípios da mordomia em geral?

“Cristo confia a Seus servos ‘Seus bens’ – alguma coisa que deve ser usada para Ele. Dá ‘a cada um a sua obra’. Todos têm seu lugar no plano eterno do Céu. Todos devem colaborar com Cristo para a salvação das pessoas. Tão certo como nos está preparado um lugar nas mansões celestes, há também um lugar especial designado na Terra, onde devemos trabalhar para Deus” (Ellen G. White,
Parábolas de Jesus, p. 326, 327).

O que você está fazendo com os talentos que recebeu do “Pai das luzes”? Que escolhas você pode fazer que lhe permitirão usar esses dons em um serviço melhor para a causa do Senhor?

Sexta
Ano Bíblico: Js 1–4

Estudo adicional


Os seguidores de Cristo foram redimidos para o serviço. Nosso Senhor ensina que o verdadeiro objetivo da vida é servir. […] A lei de servir se torna o vínculo que nos liga a Deus e a nosso semelhante” (Ellen G, White, Parábolas de Jesus, p. 326).

Presidente da Igreja fala sobre estilo de vida adventista

Brasília, DF... [ASN] Entre os dias 28 de fevereiro e 9 de março, nossa igreja estará envolvida em uma “santa convocação”: um chamado para 10 dias de oração, terminando, no sábado, com 10 horas contínuas de jejum e oração na igreja. Serão momentos de forte busca pelo Espírito Santo, repetindo a experiência do pentecostes e buscando poder para concluir a obra iniciada pela igreja cristã.
Dentro desse ambiente de reconsagração, será lido, por toda a igreja, o documento que resgata nossa visão do estilo de vida bíblico pregado pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. Esse documento foi votado pela Divisão Sul-Americana como um convite especial em face dos momentos desafiadores que o mundo está enfrentando.
Uma leitura rápida ou tendenciosa desse documento (reavivamentoereforma.com) pode passar a impressão de que são temas pequenos demais para desempenhar um papel de tanto destaque na vida da igreja. Mas as questões são muito mais importantes do que podem parecer. Por isso, gostaria de ampliar um pouco mais alguns desses temas.
1. Comunhão. Esta é a base que envolve os dois primeiros pontos tratados pelo documento, reconhecendo que verdadeira transformação só acontece como resultado de profunda consagração. Por isso, a vida espiritual não pode ser reservada apenas para o sábado. Precisamos ser adventistas nos sete dias da semana, dedicando a primeira hora de cada dia para estar na presença do Senhor.
2. Comportamento. Estamos sendo fragilizados por pessoas que vivem uma fachada de piedade na igreja e um comportamento totalmente secularizado fora dela. Isso enfraquece o poder da verdade, torna a vida cristã uma grande falsidade, causando crise espiritual e apostasia. Pior ainda: desanima as novas gerações que acabam tendo a percepção de que a religião é um grande faz de conta. Como eles querem autenticidade, vão buscá-la fora.
3. Diversão e mídia. Quais são os lugares que estamos frequentando? Eles combinam com nossos princípios? Os anjos de Deus podem nos acompanhar? Estádios de futebol, boates, cinemas e outros lugares do gênero combinam com nosso preparo para o Céu? Os filmes ou programas de TV que costumamos ver, os sites que visitamos ou as redes sociais das quais participamos, a música que ouvimos e o que lemos – esses hábitos estão nos fortalecendo na jornada? Não existe território neutro. Ou nossas escolhas nos levam para Deus ou nos afastam dEle.
4. Aparência pessoal. Essa é uma área polêmica, para a qual também há um “assim diz o Senhor”. O princípio bíblico envolve modéstia e decência, com bom gosto (1Tm 2:9, 10; 1Pe 3:3, 4). Não podemos abrir a porta para a idolatria ou escravidão do corpo. Nosso desafio deve ser manter o exterior e investir no interior. Esse cuidado precisa ser mais amplo, envolvendo a questão das joias, mesmo as mais discretas ou baratas, unhas coloridas, ou tudo aquilo que fuja da discrição (1Tm 2:9; 1Pe 3:3). “Trajar-se com simplicidade e abster-se de ostentação de joias e ornamentos de toda espécie está em harmonia com nossa fé” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 366).
5. Sexualidade. O sexo é uma bênção dada por Deus. Não deve ser tratado de forma negativa, desde que envolva a pessoa certa, na hora certa e da maneira certa. Ou seja, dentro do casamento, entre um homem e uma mulher. Formas alternativas de sexo estão fora do plano e da bênção de Deus. Sexo não é uma questão de opção ou atração, mas um presente de Deus. Por outro lado, precisamos respeitar os limites divinos escolhendo alguém que possua a mesma fé e mantendo os votos assumidos no casamento. No entanto, para aqueles que sofrem tentações ou que têm caído em qualquer área do comportamento sexual, a promessa de vitória em Deus é animadora: “Tudo posso nAquele que me fortalece” (Fp 4:13).
6. Alimentação. Temos orientações claras nessa área, mas muitas vezes as deixamos em segundo plano. Não podemos esquecer que “a verdadeira religião e as leis da saúde andam de mãos dadas” (Ellen G. White, Beneficência Social, p. 127).
7. Sábado. O sétimo dia da semana “é a pedra de toque da lealdade” (Ellen G. White, Eventos Finais, p. 225). Precisamos resgatar a santidade dos momentos entre o pôr do sol de sexta e o pôr do sol de sábado. É tempo para o crescimento espiritual e para ser dedicado à causa de Deus. Cuidado com trabalhos, mesmo que pareçam justificáveis, viagens ou outras atividades de interesse pessoal!
As questões abordadas acima são simples, mas profundas e relevantes. Elas nos preparam para a vida do Céu. Como você vai encará-las? Qual será sua decisão? [Texto de autoria do pastor Erton Köhler, presidente da Igreja Adventista para a América do Sul]