quarta-feira, 22 de maio de 2013

150 anos da Igreja Adventista; e agora?


150 anos da Igreja Adventista; e agora?

Passam hoje precisamente 150 anos desde que a Igreja Adventista do Sétimo Dia foi formalmente estabelecida, em Battle Creek, Michigan, EUA. Começando com 3.500 membros, a Igreja expandiu-se a um ritmo muito alargado, principalmente nos últimos anos, contando hoje com cerca de 17 milhões de membros no mundo inteiro, segundo mencionam as estatísticas oficiais. Aliado a isso, possui hoje uma enorme rede de instituições académicas e na área da saúde.

Assim, surge agora uma boa oportunidade para refletirmos um pouco no papel da Igreja hoje.

Em primeiro lugar, convém estabelecer claramente que a validade e propósito da Igreja não se mede pelo número de membros que tem, ou pelas instituições que abrigam o seu nome. O que nos será mais benéfico é discernir o que suscitou a sua criação, qual a razão pela qual surgiu e quais os objetivos a que se propõe. E, ao analisar o seu percurso histórico e o momento atual tendo essas premissas por base, podemos perceber bem se estamos num caminho certo ou se há necessidade de algumas correções.

Convirá dizer que a Igreja foi formalmente estabelecida por uma questão organizacional:

“Aumentando o nosso número, tornou-se evidente que sem alguma forma de organização, haveria grande confusão, e a obra não seria levada avante com êxito…. Seu Espírito nos iluminou, mostrando-nos que deveria haver ordem e perfeita disciplina na igreja, e era essencial a organização” (Ellen White, Testemunhos Para Ministros, p. 26).

Dito isto, e sendo que o aumento do número (na época, os tais 3.500 membros) exigiu organização (não confundir com burocracia), ainda mais assim deverá ser hoje devido à expansão mundial que a Igreja desfruta. Ellen White deixou isso bem claro:

“A menos que as igrejas sejam organizadas de tal maneira que possam ter e impor ordem, nada poderão esperar quanto ao futuro” (Testimonies, v. 1, p. 270).

É por isso uma pena verificar que muitos, entre eles e principalmente alguns assalariados da obra, venham agora colocar essa organização em causa ao procurarem impor as suas agendas pessoais e coletivas, mas que não encontram respaldo na autoridade mundial da Igreja.

Repare que embora ao longo destes 150 anos a Igreja tenha sido severamente atacada, principalmente por dentro (lembremos Canright, Kellog, Rea, Ford…), ela sempre prevaleceu e seguiu o seu rumo no cumprimento dos seus objetivos, a razão para o seu estabelecimento.

Aliás, certamente que muitos esquecem a advertência dada a este respeito:

“Sejam todos cuidadosos para não clamarem contra o único povo que está cumprindo a descrição dada do povo remanescente, que guarda os mandamentos de Deus e tem a fé em Jesus” (Testemunhos Para Ministros, p. 50, 58 e 59).

Por isso, ao constatar a vaga de ameaças que atualmente pendem sobre a Igreja – além dos clássicos secularismo e mundanismo, temos agora os fenómenos na nova espiritualidade, a ordenação de mulheres, o movimento pró-homossexualidade, o desprezo pelo ministério profético de Ellen White, entre outros – podemos ficar tranquilos que a Igreja ficará de pé, pela entrada de Deus em ação:

“Não há necessidade de duvidar, de estar temeroso de que a obra não seja bem-sucedida. Deus está à testa da obra, e porá tudo em ordem. Caso haja coisas necessitando serem ajustadas na direção da obra, Deus atenderá a isso, e trabalhará para endireitar todo erro. Tenhamos fé que Deus vai conduzir a nobre nau que transporta o Seu povo, em segurança, para o porto” (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 390).

Convém esclarecer que quando disse que a Igreja ficará de pé, isso não inclui todas as pessoas que dela fazem parte; pelo contrário, é bem certo que, mais ainda ao se intensificar o conflito entre o verdadeiro e o falso Sábados, muitos a abandonarão (substituídos pelos ainda mais que entretanto aceitarem a verdade):

“Dentre nós sairão alguns que não mais levarão a arca. Mas estes não podem fazer muralhas para obstruir a verdade, pois esta prosseguirá avante e para cima até ao fim” (Testemunhos Para Ministros, p. 409 e 411).

“Muitos demonstrarão que não são um com Cristo, que não estão mortos para o mundo, para que possam viver com Ele; e as apostasias de homens que ocuparam posições de responsabilidade serão frequentes” (Review and Herald, 11 de setembro de 1888).

“Ao aproximar-se a tempestade, uma classe numerosa que tem professado fé na mensagem do terceiro anjo, mas não tem sido santificada pela obediência à verdade, abandona sua posição, passando para as fileiras do adversário” (O Grande Conflito, p. 608)

Surge aqui um sério aviso para nós: por vezes, ao assistirmos a coisas que nem em pesadelos se deveriam ver no nosso meio, podemos ficar desanimados e desencorajados, tentados a sair, a deixar de congregar com os irmãos, até mesmo abandonar a fé…

Tenha cuidado – se fizer isso, se sair por essa razão, quer dizer que saiu por causa das pessoas, quando deveria ficar na Igreja por causa de Cristo. Essa infeliz atitude demonstraria que as pessoas errantes são mais importantes do que o próprio Jesus. Lembre-se que Moisés viu a igreja em idolatria, mas não abandonou, antes pediu a Deus que os salvasse e riscasse o seu próprio nome do livro da vida; Jeremias viu a igreja em grave apostasia mas não a abandonou, antes escreveu as lamentações; Daniel viu a igreja no cativeiro, mas não a abandonou, antes orou por ela…

Todos aqueles que voluntariamente se afastam desta Igreja, por esse ato não rejeitam as práticas erradas que nela ocorrem mas sim a missão e propósitos fundamentais para a sua existência.

Deixemos para o Senhor a obra de retirar o joio quando Ele entender que o deve fazer, em vez de andarmos a queimar e lançar fora o bom trigo.

Ainda assim, podemos e devemos manter-nos confiantes: a Igreja prevalecerá até ao fim como o agente de Deus no combate final. A Sua promessa deixada pela pena inspirada, não deixa margem para dúvidas:

“Sou animada e beneficiada ao compreender que o Deus de Israel ainda guia Seu povo, e que continuará com eles, até ao fim” (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 406).

Quer isto dizer que podemos ficar simplesmente impávidos e serenos assistindo ao natural desenrolar de acontecimentos, como se não fosse nada conosco? Nem pensar! Exige-se cada vez mais decidida ação e um empenho redobrado no cumprir da missão da nossa Igreja: terminar a reforma protestante, proclamar a derradeira mensagem de salvação a uma mundo que vai de mal a pior, e que precisa saber quem é o Deus Criador e Salvador! E aqui renovamos a razão pela qual a Igreja Adventista existe e se mantém em atividade!

Finalmente, uma reflexão que é ao mesmo tempo pessoal e coletiva: surgimos para anunciar ao mundo o breve regresso de Jesus – dizemos breve, mas já estamos há 150 anos a fazê-lo…

Como então potenciar a finalização da tarefa? Veja a resposta, que não precisa de qualquer comentário:

“Dando o evangelho ao mundo, está em nosso poder apressar a volta de nosso Senhor. Não nos cabe apenas aguardar, mas apressar o dia de Deus” (O Desejado de Todas as Nações, p. 633).

“Cristo aguarda com fremente desejo a manifestação de Si mesmo em Sua igreja. Quando o caráter de Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo, então virá para reclamá-los como Seus” (Parábolas de Jesus, p. 69).

Renove o seu compromisso com a missão da Igreja Adventista do Sétimo Dia, pois isso significa renovar o compromisso com Deus. E contribua para não recordarmos muitos mais aniversários da Igreja…

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Qual a ligação entre aborto e teoria da evolução?


Qual a ligação entre aborto e teoria da evolução?


Dentro de uma cosmovisão evolutiva coerente não existe qualquer base lógica para moralidade absoluta. Se o ser humano é mesmo um acidente cósmico – e isso é o que a teoria da evolução ensina –, então o Deus Criador a Quem temos que prestar contas não existe, e não há qualquer base lógica e objetiva para declarar que dado comportamento está moralmente errado ou certo. Segundo esta visão do mundo amoral, é perfeitamente “natural” o mais forte predar o mais fraco (tal como acontece com frequência no mundo selvagem). E se isso é natural para os animais, então é perfeitamente “natural” os seres humanos mais fortes se verem livres dos seres humanos mais fracos. Certa pessoa pode declarar ser pessoalmente contra o dano físico causado aos seres humanos frágeis e indefesos, mas é a mera preferência humana uma base lógica sobre a qual se podem fazer alegações morais que são vinculativas para todo o ser humano?

O recente julgamento do aborcionista americano Kermit Gosnell ilustra de maneira dramática este problema ético profundo que existe dentro da visão de mundo evolutiva (sem Deus). Gosnell é acusado de matar quatro bebés recém-nascidos que aparentemente sobreviveram à sua tentativa de aborto. Ele também é acusado de matar uma mulher de 41 anos, mas as matanças macabras podem até ir muito mais além do que aquelas que já se conhecem.

Muitas das pessoas conhecedoras dos fatos que cercam o julgamento (mesmo os evolucionistas) ficaram horrorizadas com o que souberam, mas se a teoria da evolução é factual, e nós não somos criação de Deus, qual é a base para qualificar as ações de Gosnell de absolutamente erradas? Alguém pode dizer que o comportamento dele está errado apenas e só porque ele violou a lei – mas qual é o mal em violar a lei? Qual é a base evolucionista para se qualificar qualquer comportamento de “moralmente errado”?

A pergunta essencial é bem direta: É a vida humana preciosa e sagrada ou não?

Quando nos deparamos com atrocidades como aquelas levadas a cabo pelo aborcionista Gosnell, ficamos horrorizados porque a vida humana foi devastada. Nossa consciência coletiva confirma que estes atos estão errados – e são até maliciosos. Em momentos como esse, todos nós concordamos que a vida humana é sagrada – preciosa de maneira única – e que o sagrado é uma base objetiva para se determinar o certo e o errado.

A vida humana é sagrada porque foi feita à “imagem de Deus” (Gn 1:27). Só Deus tem autoridade sobre a vida humana porque só Ele é o Criador; essa é a base lógica e objetiva para declarar errados os atos de Gosnell. A vida humana é sagrada em todos os casos apenas e só porque Deus assim o determinou.

“Pois possuíste os meus rins; entreteceste-me no ventre de minha mãe. Eu Te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as Tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem” (Sl 139:13, 14).

A teoria da evolução, tal como é ensinada em todos os grandes centros universitários e científicos do mundo ocidental, nega o valor objetivo e intrínseco dos seres humanos. Gosnell e todos os aborcionistas do mundo estão agindo de acordo com suas crenças evolucionistas, quando se veem livres dos seres humanos mais frágeis e indefesos.

O Senhor Jesus disse em Mateus 7:18 que “não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons”. As más ideias têm más consequências e a teoria da evolução é uma dessas más ideias. A teoria da evolução plantou a semente da amoralidade há décadas, e a desvalorização da vida humana é um desses frutos.

(Institute for Creation Research, via Darwinismo e Criacionismo)

Nota Michelson Borges: Leia mais postagens sobre o tema acima. Digite a palavra "aborto" no buscador ao lado e clique em "pesquisar".

Nota Gilberto Theiss: Não há dúvidas que o evolucionismo e o ateísmo potencializaram a cosmo-visão relativista e amoralista do vale tudo. O tão temido acerto de contas deixa de ser uma realidade abrindo espaço para os atos inconsequentes. Aliás, este tem sido o árduo trabalho de muitos profissionais da ciência, de oferecer uma solução para as consequências da transgressão. Um engove antes e outro depois e pronto, o problema está resolvido. Um preservativo, uma pílula do dia seguinte, e pronto, está tudo resolvido. No entanto, se a semente escapar, não tem problemas, para isto é que existem os projetos de leis para aborto que, nos EUA, já mataram cerca de 28 milhões de fetos fecundados no ventre nos últimos dez anos. Mas, não se preocupe, a única lei realmente verdadeira e coerente é a lei da seleção natural, pois, os seres humanos não passam de meros insetos macro-crescidos que lutam por suas sobrevivências mesmo em detrimento da destruição do mais fraco. Assim, podemos minimizar o senso de culpa ao desculpar-nos com a única lei que parece ser absoluta, a lei do vale tudo e salve-se quem puder mais conhecida como seleção natural. O errado em todo este conto filosófico é dizer que eles estão errados.

Queremos pessoas inflamadas pelo fogo do Espirito Santo


Queremos pessoas inflamadas pelo fogo do Espirito Santo.....ótima mensagem para edificação da Igreja.